Por entre dentes malditos agora sorrio
Meu sorriso não é do cinismo sorrateiro que sempre me acompanhou
Meu sorriso não é de felicidade, inspiração ou saudosismo
Essa pele que agora estica e faz um formato côncavo em meu rosto é apenas a notoriedade da quietude que insiste em reinar em uma parte ínfima da minha alma.
Minha essência perturbada e sem anexos estranha esse miolo envolto em um sentido difícil de por mim ser sentido
Agulhadas de uma feliz idade cobre meu corpo de pontos vermelhos de um sangue estacado por anos sem pulso nesse coração de uma velha feiticeira sem magias de amor
Esse sentido agora jorra na realidade quente do dia a dia clássico sem mágicas exaladas nesse quente ar
Minha alma é confusa
Meu ser é excêntrico e sem centro
Meu pensamento é uma grande trovoada oras com chuva oras um seco turbilhão de raios
Difícil é o dia que a chuva escorre pelo meu rosto
Porém difícil também é o dia que não tenho vontade de chover
Hoje minha pele está fria, meu coração apertado e meu corpo com um peso estranho, tua falta pesa
Eras e eras dessa sintonia, vidas e vidas desses espíritos, jogos de espíritos reclusos e desobedientes.
Nossas almas se puxaram e a dor física é o reflexo da ligação do seu ser fincado em meu ser sem que a minha carne sinta
Jogo versos, os atiro para absolutamente todos os lados
Sempre estou escrevendo, sempre estou compondo, sempre estou envolta num emaranhado de notas silábicas
No entanto fazia tempos que desses lapsos lingüísticos não saiam frases de amor e quando isso acontecia eram frases de um amor que eu emoldurava e colava na história presente. Hoje não, eu não preciso colocar mais cor e nem postar em cima de uma linda moldu
ra para fazer versos sutis declamando a presente história
Ela simplesmente surgiu com cores fortes e tem o formato mais lindo que qualquer moldura que eu já ousei sonhar
Findo aqui mais uma parte desse jogo monossilábico que faço com o meu caderno
Amo-te alma linda, alma tua que sinto ao meu lado e funde tuas cores na minha
Parece que formamos uma bela pintura, parece que somos a tela dos sonhos de Frida K.
Tudo parece, tudo agora aqui aparece, tudo sinto, muito pressinto e sei que és o homem que me gerava saudades intensas desde que me entendo por gente.
Amo-te e espero que entenda esse vomito poético que surgiu do nada num fim de uma noite triste. Chorro, prendo e choro para dentro, sinto minhas lagrimas escorrerem pela minha garganta e sinto o sal tocando meu estomago, ele embrulha.
Amo-te Vitor
O texto é da guria que surrupio meu coração e parte da minha alma.
Eu te amo d+ Barbara...

